segunda-feira, 24 de outubro de 2016



                                             

                                                            HOTEL RUANDA



                                                    Hotel Ruanda

RESENHA CINEMATOGRÁFICA I

Direção: 
Gêneros DramaGuerraHistóricoSuspense
Nacionalidades Reino unidoÁfrica do sulItália


Em 1994 um conflito político em Ruanda levou à morte  quase um milhão de pessoas em apenas cem dias. Sem apoio dos demais países, os ruandenses tiveram que buscar saídas em seu próprio cotidiano para sobreviver. Uma delas foi oferecida por Paul Rusesabagina (Don Cheadle), que era gerente do hotel Milles Collines, localizado na capital do país. Contando apenas com sua coragem, Paul abrigou no hotel mais de 1200 pessoas durante o conflito.
Título original Hotel Rwanda
Distribuidor -
Ano de produção 2004
Tipo de filme longa-metragem
Curiosidades 1 curiosidade
Orçamento 17 500 000 $
Idiomas Inglês, Dialeto Africano
Formato de produção 35 mm
Cor Colorido
Formato de áudio DTS, Dolby Digital
Formato de projeção 2.35 : 1 Cinemascope
Número Visa -
(http://www.adorocinema.com/filmes/filme-55666/) Acesso em 24/10/2016

RESENHA  II


"Hotel Ruanda" foi lançado em 2004, dirigido por Terry George, e conta a história de Paul Rusesabagina, gerente do Mille Collines, um hotel 4 estrelas em Kigali, capital de Ruanda. Contextualizado no período da 1ª Guerra de Ruanda, o filme retrata a dificuldade que os tutsis encontraram em se manter vivos quando os hutus assumiram o poder.
     Foi exatamente o antagonismo entre as etnias, forçadas pelos colonizadores a conviver dentro das mesmas fronteiras, que causou primordialmente todos esses conflitos.
      Quando a morte do presidente ruandês e hutu em um atentado aéreo é noticiada, logo seus partidários presumem que o ato foi culpa dos tutsis, que, de alguma maneira, estavam insatisfeitos com o acordo de paz assinado. Querendo vingança, os hutus começaram a matança. 
      Paul, mesmo sendo hutu, tem, a partir desse momento, o objetivo de proteger sua família e seus vizinhos, todos de origem contrária a sua. Ele usa a influência e contatos que possui para subornar o exército, impedindo que seus amigos sejam mortos. Com o assassinato de pessoas importantes na política, a confusão fica cada vez mais descontrolada. O hotel onde Paul trabalha parece ser o único lugar seguro, por ser propriedade de uma empresa belga. Portanto, é pra lá que os refugiados tutsis vão. A ONU é enviada, mas incapaz de estabelecer a paz, só poderia mantê-la. Assim, os ruandeses se sentem cada vez mais abandonados pelo apoio internacional, principalmente depois de exércitos europeus serem enviados para somente resgatarem os turistas.
      O número de mortos torna-se cada dia maior e, buscando deixar o país, algumas famílias que seguem a caminho da fronteira em um caminhão sofrem um ataque por causa da denúncia de um dos funcionários do hotel; Paul subornou o exército, mas a milícia Interahamwe, hutus extremistas, ainda era adepta a "limpeza" geral dos tutsis.
    Paul vai, gradativamente, se vendo mais desorientado. Entende que sua última oportunidade é usar de informações de fora para chantagear o General Bizumigo, o hutu no poder na época. Ele diz que os Estados Unidos o vê como principal causador da Guerra Civil que acontecia, mas que deporia a seu favor caso o protegesse. O General cede e o leva de volta à sua família, no Mille Collines. 
      Alguns ônibus com todos abrigados no hotel parte novamente para tentar chegar ao campo de refugiados, dessa vez, com acompanhamento da ONU e do Exército e, mesmo assim, sofre um ataque, rapidamente reprimido pelos rebeldes tutsis. A família de Paul e todos os outros chegam bem no campo de refugiados, encontrando, inclusive, com parentes desaparecidos. Rusesabagina foi o grande herói, tendo salvo mais de 1200 pessoas do genocídio em Ruanda.
      O filme retrata de maneira comercial a história verídica da Guerra de Ruanda, na qual duas etnias opostas sofrem pelas atrocidades que ocorreram no país em 1994, fazendo de tudo para salvar sua vida. O foco não apenas nas mortes em si, mas em uma família e em como isso a afetou, nos faz ter uma empatia maior com o filme e uma antipatia com todos aqueles que fizeram parte dessa catástrofe ou que não foram capazes de ajudar.

Luciana Timponi

(Fonte: http://www.oiamigosdapolitica.blogspot.com.br/2015/07/hotel-ruanda-recebeu-tres-indicacoes-ao.html. Acesso 20/10/16)


RESUMO DO ROTEIRO DO FILME HOTEL RUANDA

RESUMO 

A diversidade étnica no continente africano é um dos fatores responsáveis pelo desencadeamento de vários conflitos armados, no entanto, muitas dessas guerras no continente são consequências dos processos de colonização e descolonização dos países africanos, pois os colonizadores não respeitaram as diferenças culturais entre as diversas etnias, separando grupos que viviam em harmonia e, muitas vezes, colocando em mesmo território grupos rivais. Essa atitude contribuiu bastante para intensificar os problemas na África, após terem explorado a riqueza do continente, os europeus deixaram o território com graves problemas econômicos, sociais e uma série de conflitos separatistas e étnicos. 

Um dos maiores exemplos de lutas entre diferentes grupos étnicos foi entre hutus e tutsis em Ruanda. Até a Primeira Guerra Mundial essa região pertencia à África Oriental Alemã. Em 1919, após a derrota dos alemães na guerra, os belgas assumiram o controle do território. 

Durante o processo de colonização da Bélgica, os tutsis correspondiam a aproximadamente 15% da população de Ruanda. Mesmo sendo minoria, eles foram escolhidos pelo poder colonial para governar o país pelo fato de terem a cor da pele mais clara, o nariz mais fino e por serem mais altos. A maioria hutu (85%) ficou excluída do processo socioeconômico do país. 

Porém, em 1959, os hutus se revoltaram com a condição em que estavam e assumiram o poder do país em 1961, nesse mesmo ano Ruanda adquiriu status de República, e, no ano seguinte, a Bélgica reconheceu sua independência e retirou suas tropas do país. 

Nesse momento iniciou-se a perseguição aos tutsis, em 1963, tutsis exilados no Burundi organizaram um exército e voltaram para Ruanda, porém, foram massacrados pelos hutus. Outros massacres aconteceram até que, em 1973, através de um golpe de estado, o coronel Juvénal Habyarimana, de etnia hutu, assumiu a presidência do país. Os conflitos cessaram durante 20 anos. 

Em abril de 1994, retornando de uma conferência na Tanzânia, os presidentes hutus de Ruanda e Burundi foram vítimas de um acidente aéreo. A morte desses líderes desencadeou a volta dos massacres. 

Em Ruanda, estima-se que 13% da população tenha morrido no genocídio promovido em 1994 pelos hutus, sendo 90% desse total da minoria tutsi, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). 

Ao abordar o processo de descolonização dos países africanos e os conflitos étnicos no continente, a história de Ruanda pode ser utilizada como exemplo. Para que a aula se torne mais atrativa é interessante utilizar o filme Hotel Ruanda (encontrado em DVD). 

                                                     

                                                          Resultado de imagem para paul rusesabagina?trackid=sp-006

                                                     Paul Rusesabagina

Hotel Ruanda é um filme baseado na história real de Paul Rusesabagia, gerente de um hotel de uma empresa belga em Kigali, capital da Ruanda. Paul Rusesabagia pertence ao grupo étnico hutu, e em 1994, durante perseguição aos tutsis, Rusesabagia abrigou 1.200 tutsis no Hotel Ruanda, local em que trabalhava. 

Num ato de extrema coragem e compaixão, Paul Rusesabagia fazia todos os esforços possíveis para proteger os tutsis do genocídio que matou mais de 1 milhão de pessoas. Com a ausência de tropas internacionais, os tutsis tinham apenas o hotel para se refugiarem, local protegido através de pagamento de suborno para a polícia, realizado por Paul Rusesabagina. O genocídio só foi amenizado com a formação de grupos de guerrilheiros tutsis. 
[...]

Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

(Fonte :  http://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/o-filme-hotel-ruanda.htm. Texto adaptado.Acesso em 20/10/16)



domingo, 15 de maio de 2016


GRAU DOS ADJETIVOS

O adjetivo pode ser usado no grau comparativo e no grau superlativo.


COMPARATIVO

Ocorre quando se faz um confronto entre as qualidades ou as características de dois seres ou grupo de seres. Exemplos :

Pedro é mais forte que Marcelo.

Esses jogadores são menos velozes que aqueles.

Marcelo é tão alto quanto Pedro.

GRAU COMPARATIVO DE SUPERIORIDADE

A cidade de São Paulo é mais populosa que a cidade do Rio de Janeiro.

GRAU COMPARATIVO DE INFERIORIDADE

O desinfetante Bole-Bole é menos cheiroso ( do ) que o desinfetante Pipo.

GRAU COMPARATIVO DE IGUALDADE

A praia do Canal 1 está tão limpa quanto a praia do Canal 5.

Observção : Pode ocorrer o grau comparativo no confronto entre qualidades de um 

mesmo ser :  Marta é tão elegante quanto simpática.

GRAU SUPERLATIVO

Ocorre quando a qualidade de um ser é realçada ao seu mais alto grau. 

superlativo pode ser absoluto ou relativo.


ABSOLUTO : quando a intensificação da qualidade de um ser é expressa 

sem confrontação com outros seres. O superlativo absoluto pode ser 

sintético ou analítico.


SINTÉTICO : vem expresso por uma só palavra (adjetivo + sufixos  -íssimo

 ( a) , –imo (a) , -rimo(a) )

Ex : Marina é belíssima.

        A prova foi facílima.

       Este Estado é paupérrimo.



  
Analítico : vem acompanhado de palavra intensificadora ( palavra muito, 

 menos , demais... )

Ex : Marina é muito bela.

       A prova foi fácil demais.

       Este estado é muito pobre.



RELATIVO : quando a qualidade  é  destacada com relação a um conjunto 

de seres.

Ex: Marina é a mais bela da classe.

Esta foi a prova menos complicada de todas.

Fonte : TUFANO, Douglas.Estudos de língua portuguesa : Gramática. 3. Ed. São Paulo. Moderna.1995. p.48-49













sexta-feira, 11 de julho de 2014




O Analfabeto Político
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.
Bertolt Brecht
O analfabetismo político em tempos de Copa do Mundo

            Interessante escrever esta análise pós-derrota no futebol, dentro de casa, da Seleção Brasileira contra a seleção da Alemanha nas semifinais da Copa do Mundo.  As palavras de Brecht traduzem fielmente o comportamento alienado do povo brasileiro, envolvido pelo clima de sonho que antecedeu o início do evento esportivo mais esperado desde a década de 1950. Em pleno ano de eleições federais e estaduais, bem sabemos o quanto houve de influência este mundial na mente do brasileiro que não é um ser político por natureza.
            O clima até o jogo do Brasil contra a Colômbia, era de total amor à pátria, patriotismo este revelado nas cores da bandeira que tomaram lugar nas ruas, nos corpos, nos carros, nas janelas e principalmente no Hino estendido de cada início de partida, onde o brasileiro, não só nos estádios, mas também em suas casas e nos bares, cantavam com a mão direita no peito, em sinal de paixão por este país. Findo o jogo contra a Alemanha, findo o sonho e finda a ilusão do hexacampeonato. O brasileiro vai às ruas e a violência impera, em nome do descontentamento potencializado pela vergonha de um resultado nunca antes registrado em uma Copa do Mundo de 7x1 para a Alemanha.
            Bertold Brecht caracteriza o analfabeto político como aquele que não participa dos acontecimentos políticos de seu país e ainda sente-se orgulhoso por isso. É também aquele que ignora o fato de que tanto a sua vida como a de qualquer cidadão depende de decisões políticas que ele sequer suspeita que existam.  O povo brasileiro é  analfabeto político, pois exime-se do dever de conhecer e participar da vida política a começar pelo seu município como cidadão atuante,  para orgulhar-se de ser beneficiário de programas sociais que são ofertados como direitos do cidadão e  na verdade apenas são vias seguras de garantia de votos; cabrestos políticos em pele de assistencialismo.
 Na manhã pós-derrota, o noticiário anuncia que no Estado de São Paulo e em mais quatro estados brasileiros, a inflação foi menor em julho pela baixa no preço dos alimentos e que o governo de São Paulo desiste de multar quem aumentar o consumo de água nestes tempos de estiagem.  Essas medidas, com certeza, foram divulgadas e  tomadas para que a imagem do governo brasileiro, tanto em nível federal quanto em nível estadual, influenciem nas urnas em outubro pois vivemos em um país onde os que fazem as leis que determinam sua vida real são desprezados e odiados e aqueles que oferecem prazeres momentâneos são os heróis. Quando estes últimos falham em sua missão, o descrédito cai sobre todo o resto do país: economia, saúde, educação e segurança. Como não temos a garantia de que o voto vai mudar a situação vigente, o brasileiro parte para a ignorância, como se diz no popular.
E o termômetro da ignorância política está na tentativa de saques a lojas de eletroeletrônicos, ataques a ônibus em circulação e incêndio em um pátio de coletivos desativados que ocorreram na cidade de São Paulo apenas 20 minutos após a derrota do Brasil na semifinal da Copa do Mundo.  Roberto da Matta, sociólogo e articulista do jornal O Estado de São Paulo, quando indagado se o vexame da seleção do Brasil na Copa afeta a eleição presidencial, esclarece que “(...) tudo está relacionado com tudo - tudo o que ocorre na vida social, mental, na paisagem simbólica, está interligado”. Afirma que deveremos tirar o futebol da ilha da fantasia e questiona se a sociedade vai cobrar dos políticos a educação e a saúde de que temos direito, com a mesma veemência com que cobramos o futebol da Seleção Brasileira.
Apenas a Educação e o esclarecimento das classes menos favorecidas será capaz de alfabetizar politicamente a massa para que esta não seja presa fácil na mão do político vigarista e dos capitalistas exploradores que aproveitaram o máximo para lucrar durante os jogos. Agora, vamos ver quem paga esta conta, que, com certeza, não será paga em Euro.

Fonte de Pesquisa

http://pensador.uol.com.br/frase/MjMzMDA5/


sábado, 22 de junho de 2013

Situação de Aprendizagem - Crônica Avestruz




SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM
8º ano
TEXTO AVESTRUZ
Para começo de conversa
Discussão oral
·         Quem de vocês tem animal de estimação em casa ?
·         Quais os cuidados que você tem com o seu animalzinho de estimação.

1.       Podemos criar qualquer animal em casa  ?  Por quê  ?
2.       Qual a diferença entre animais domésticos, selvagens e silvestres  ?
3.       O que sua mãe acharia se você aparecesse com um  avestruz em casa ?
4.       O que você diria  à sua mãe para convencê-la a deixar você criar um avestruz em casa, por exemplo ?
5.       Leia o texto intitulado Avestruz, de Mário Prata.

Avestruz
Mário Prata
            O filho de uma grande amiga pediu, de presente pelos seus dez anos, uma avestruz. Cismou, fazer o quê? Moram em um apartamento em Higienópolis, São Paulo. E ela me mandou um e-mail dizendo que a culpa era minha. Sim, porque foi aqui ao lado de casa, em Floripa, que o menino conheceu as avestruzes. Tem uma plantação, digo, criação deles. Aquilo impressionou o garoto.
            Culpado, fui até o local saber se eles vendiam filhotes de avestruzes. E se entregavam em domicílio.
            E fiquei a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave. A avestruz foi um erro da natureza, minha amiga. Na hora de criar a avestruz, deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado primeiro o corpo, que se assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quanto pesa uma avestruz? Entre 100 e 160 quilos, fui logo avisando a minha amiga. E a altura pode chegar a quase três metros. 2,7 para ser mais exato.
            Mas eu estava falando da sua criação por deus. Colocou um pescoço que não tem absolutamente nada a ver com o corpo. Não devia mais ter estoque de asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas. Talvez até sabiamente para evitar que saíssem voando em bandos por aí assustando as demais aves normais.
            Outra coisa que faltou foram dedos para os pés. Colocou apenas dois dedos em cada pé.
Sacanagem, Senhor!
            Depois olhou para sua obra e não sabia se era uma ave ou um camelo. Tanto é que logo depois, Adão, dando os nomes a tudo que via pela frente, olhou para aquele ser meio abominável e disse: Struthio camelus australis. Que é o nome oficial da coisa. Acho que o struthio deve ser aquele pescoço fino em forma de salsicha.
            Pois um animal daquele tamanho deveria botar ovos proporcionais ao seu corpo. Outro erro. É grande, mas nem tanto. E me explicava o criador que elas vivem até os setenta anos e se reproduzem plenamente até os quarenta, entrando depois na menopausa, não têm, portanto, TPM. Uma avestruz com TPM é perigosíssima!
            Podem gerar de dez a trinta crias por ano, expliquei ao garoto, filho da minha amiga. Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de avestruzes correndo pela sala do apartamento.
            Ele insiste, quer que eu leve uma avestruz para ele de avião, no domingo. Não sabia mais o que fazer.
Foi quando descobri que elas comem o que encontram pela frente, inclusive pedaços de ferro e madeiras. Joguinhos eletrônicos, por exemplo. máquina digital de fotografia, times inteiros de futebol de botão e, principalmente, chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez em quando cai bem.
            Parece que convenci o garoto. Me telefonou e disse que troca o avestruz por cinco gaivotas e um urubu. Pedi para a minha amiga levar o garoto num psicólogo. Afinal, tenho mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz. 

Leitura e análise do texto I

1.       Em outras sequencias didáticas você aprendeu o que é crônica. Quais elementos do textos comprovam que o texto Avestruz trata-se de uma crônica ?
2.       O texto está narrado em qual pessoa do discurso? O que isso influencia no texto ?
3.       O narrador está alegre pela escolha do garoto ou constrangido? Explique.

4.       O autor do texto utilizou-se de diversos argumentos para que o garoto desistisse da ideia de criar um avestruz em casa. Relacione estes argumentos.

5.       Qual dos argumentos utilizados por ele realmente convenceram o garoto a desistir da ideia de criar uma ave tão exótica em casa?

Leitura de Texto II

Pesquisa em grupo
 Leia o texto abaixo e discuta com a classe sobre a diferença entre animais domésticos e animais silvestres em casa e quais as implicações legais que essa criação acarreta.
Família terá de devolver macaco à natureza, diz Justiça
Por Marcela Bourroul Gonsalves
São Paulo - A Justiça do Rio determinou que o macaco prego de nome Chiquinho retorne ao seu habitat natural ou seja entregue ao zoológico, aos cuidados dos órgãos de proteção dos animais silvestres. O animal vivia há 28 anos com a família de Carlos Henrique Rabello Lima, sem autorização e licença dos órgãos de proteção ambiental. Chiquinho foi apreendido na residência de seu dono no dia em agosto de 2008, pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), após denúncia anônima.
A decisão do desembargador Eduardo Gusmão Alves de Brito teve como justificativa a inexistência do direito de posse por particular de animal silvestre, mantido em cativeiro sem a devida permissão legal.
Em seu favor, Lima alegou que, embora silvestre, Chiquinho já é idoso e sempre foi tratado como um membro da família, o que inviabilizaria qualquer tentativa de reinserção em seu ambiente natural. Para o Inea, a conduta do autor, apesar de bem intencionada, seria nociva e ilegal.
No ano passado, a juíza Christianne Maria Ferrari, da 4ª Vara Cível de Petrópolis, havia julgado procedente o pedido do dono de Chiquinho em ação proposta contra a Fundação Instituto Estadual de Florestas (IEF), declarando-o guardião do animal. Entretanto, o Inea entrou com recurso, considerando que houve crime contra a flora e fauna.


Em grupos, encaminhar os alunos a pesquisar na internet o que é uma ONG e quais os objetivos da ONG  WWF ( http://www.wwf.org.br/wwf_brasil/organizacao/ ) e responder as questões abaixo de forma resumida a partir da página http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/questoes_ambientais/animais_silvestres/   responder as questões abaixo :

1.O que é um animal silvestre?
2. O que é o tráfico de animais silvestres?
3. O que o tráfico de animais silvestres tem a ver comigo?
4. Qual a participação do Brasil no tráfico internacional de animais?.
5. Quais são as principais rotas do tráfico de animais no Brasil?
6. Como os animais são transportados até as feiras para serem vendidos?
7. Você sabia que os traficantes mutilam os animais?
8. Quais são os animais mais vendidos?
9. Por que (mesmo tratando bem) não devemos ter animais silvestres em casa?
10. Por que comprar bichos é ilegal?
11.O que fazer ao encontrar alguém vendendo animais silvestres?
12. Quais são os problemas de quem cria animais em casa?
13. Quais são os problemas para os animais que são criados em casa?

 NOTA :  como são várias questões, cada grupo poderá copiar e responder duas ou três perguntas para apresentar para a classe.)



SALA DE VÍDEO : DESENHO ANIMADO RIO

               Após discutir com a classe todas as implicações que a criação de uma animal silvestre causam, proporcionar uma momento de aprendizagem por meio da linguagem cinematográfica, com a projeção do filme Rio na sala de vídeo da escola e promover novo debate sobre o tema.




AVALIAÇÃO
               Promover com a classe a confecção de cartazes a respeito do tema discutido em sala de aula, alertando a população da escola e do bairro sobre as implicações legais da criação de um animal silvestre como se fosse doméstico e os perigos que isso acarreta ao próprio animal.